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sexta-feira

João Silva já trabalha para o Rali da Grécia


A segunda etapa de João Silva na FIA WRC ACADEMY terá lugar no Rali da Acrópole, na Grécia, depois do arranque no Rali de Portugal. O piloto madeirense confirmou desde o início do ano estas duas presenças e continua ainda a trabalhar afincadamente no sentido de viabilizar presença nas restantes quatro provas do troféu.
O actual campeão nacional de duas rodas motrizes espera ainda realizar um teste privado antes da prova grega, para preparar da melhor forma esta sua participação, em mais um rali de terra, sendo que a composição da equipa se irá alterar com a entrada de Hugo Magalhães para a posição de co-piloto, substituindo assim José Janela que acompanhou João Silva praticamente desde o início do seu projecto nos ralis.
João Silva afirma que “conversamos ambos sobre este assunto, e de comum acordo concluímos que este poderia ser o momento de mudar algo na equipa. O nível de exigência das provas internacionais colocaria algumas dificuldades ao nível profissional e pessoal ao Janela, e depois do Rali de Portugal percebemos também que o trabalho teria de ser exaustivo na busca de novas soluções nas minhas notas de andamento, e uma mudança poderá também trazer-me algum benefício ao receber novas experiências e novas formas de trabalhar com alguém que entre de novo, o que não coloca de forma alguma em causa o trabalho feito até aqui por ele. Só tenho de lhe agradecer e nunca esquecerei todos os bons momentos que partilhamos, e as vitórias que alcançamos, e a sua ajuda foi fundamental para os nossos sucessos, e tenho a certeza que vou continuar a contar com ele para no futuro falarmos sobre ralis sempre que seja preciso.”
“Sei que na Grécia não será mais fácil do que em Portugal, mas vou procurar preparar-me ainda melhor para poder corresponder ao que é preciso para andar ao nível dos restantes.”
Hugo Magalhães, no momento da sua entrada oficial na equipa afirma que “Esta é uma grande oportunidade na minha carreira como navegador. É a internacionalização ao lado de um piloto jovem, com um futuro promissor e que em tempos difíceis tem a ousadia de arriscar e investir na evolução da sua carreira. Logo aí vejo que a vontade do João crescer neste mundo dos ralis é enorme e de certa forma revejo-me um pouco neste objectivo, e partilhamos igualmente a maneira de estar neste desporto. É uma chance importante para mim, pois também estaremos em diversas formações juntamente com o restante plantel do WRC Academy, o que é indiscutivelmente uma mais-valia para ambos. Tudo farei para ajudar o João ao máximo, levando comigo todo o meu empenho e dedicação para que eu seja também uma aposta ganha no projecto dele.”

João Silva e Hugo Magalhães já estão inscritos no Rali da Grécia, que decorrerá de 25 a 27 de Maio.

quarta-feira

Patrik Sandell com voto de confiança da Prodrive

Quem o diz é o responsável da equipa Prodrive, David Wilcock, que acredita que o ex-campeão mundial júnior de ralis (JWRC) em 2005, irá aprender com o acidente  que sofreu no Vodafone Rally de Portugal  quando voltar a competir no  FIA World Rally Championship esta temporada.
"O Patrik estava com um andamento fantástico, chegou a ser o quarto, e o seu abandono no terceiro dia deixou-nos um amargo de boca" , disse Wilcock. "Ele ainda está a amadurecer e a experiência fará dele um piloto sem limites, continuado o seu desenvolvimento como piloto do WRC."
Sandell está a disputar alguns eventos do campeonato do mundo com um MINI John Cooper Works WRC. A sua próxima aparição no campeonato ainda não foi confirmada, mas Patrik Sandell pretende competir em pelo menos mais cinco ralis, com o apoio da Sweden World Rallye Team.
"Cada vez me sinto mais confortável com o carro, e o meu ritmo durante o fim de semana foi bom, especialmente no sábado e no domingo de manhã", disse Sandell no passado Rally de Portugal.
"Depois de ver a velocidade de Dani Sordo com o carro novo, estou ancioso por experimentá-lo."

Fonte: WRC

terça-feira

Crónica de João Silva!

"Olá amigos,

Decidi passar a palavras a minha primeira incursão na WRC Academy, agora que é tempo de reflectir em tudo o que se passou na última semana, absorver o importante, compreender o que correu mal e seguir em frente, isto depois de uma estreia que ficou aquém das minhas expectativas. Quero assim partilhar convosco todas as histórias, sabores e dissabores da nossa participação no Vodafone Rally de Portugal.
Como muitos sabem, passei os últimos meses a preparar a minha entrada na WRC Academy, lutando contra o desinteresse das entidades, para conseguir ser o primeiro português na academia, sanando uma lacuna gritante na formação dos jovens pilotos portugueses. Os patrocinadores não apareceram como merecia, e só com o apoio familiar consegui concretizar a minha entrada.
Logo de início percebi que o nível de exigência ia ser muito elevado, e no estágio na M-Sport tive a confirmação. Conheci os principais adversários, assisti a diversas palestras e formações importantes, e fiquei maravilhado com esta nova realidade. Voltei para Portugal e nunca mais esqueci o que tinha aprendido. Dediquei-me todos os dias à minha estreia, com treino físico, treino psicológico e alimentação. Perdi 6 kg, de um plano que prevê perder mais 15kg ao longo da época. Dei por mim motivado e concentrado no objectivo de não defraudar as expectativas de quem me apoia.
O meu orçamento da época é ainda limitado, e por esse motivo tive de cancelar a ida ao Sata Rally dos Açores e ao teste privado de pré-época, para poupar o máximo de dinheiro. Neste aspecto por mais que quisesse não comecei bem.
Entretanto, depressa chegou o momento de arrumar as malas e seguir para o Algarve. O ACP ajudou-nos dentro do possível e convidou-me para estar presente no Rali Sprint de Fafe. Mas de novo tive de recusar pois não podia alugar um carro para tal.
Cheguei ao Algarve no Domingo anterior à nossa prova e no Estádio Algarve reunimo-nos com os responsáveis da M-Sport e restantes concorrentes. O ambiente era fabuloso, todos entusiasmados com o início da época. Verificações documentais e outras burocracias tratadas, e seguimos para formação com o Chris Patterson, navegador do Solberg, sobre reconhecimentos e planeamento dos ralis. Dei por mim a fazer imensas perguntas, sinal positivo do meu desembaraço, mas algo negativo pois já devia saber tanto como os outros.
Nos dois dias seguintes tivemos os reconhecimentos. Dois dias inteiros no carro, com horários apertados, e com a responsabilidade de não falhar em nada, pois o rali dependeria disso. Correu bem, não tivemos percalços, conseguimos reconhecer tudo e o sentimento era encorajador.
Na quarta-feira, dia de testes, e logo pela manhã fomos os primeiros a ir para a estrada. Encontramos o piso muito seco, duro e ainda sujo. Fiz algumas alterações nas suspensões, e aos poucos já me sentia mais à vontade. O teste durou 4 horas, mas só conseguimos fazer 50 quilómetros, pois era um teste colectivo. Muito pouco para quem desconhecia o carro por completo.
Mas isso não interessava, tínhamos que manter a motivação e confiança em alta, e fazer bem o nosso trabalho para colmatar essa inexperiência. Durante a tarde, avaliação da nossa condição física com o PT da M-Sport, e surpreendentemente, eu e o José fomos dos melhores. Terminamos com 18 e 19 pontos respectivamente, quando por exemplo o sueco que mais classificativas venceu no rali, terminou com 12,5 pontos. Após este treino exaustivo, tivemos uma formação em primeiros-socorros com os médicos da FIA, que sem dúvida será muito importante reter.
E lá chegou o dia da estreia - cinco horas da manhã acordamos e apanhamos o autocarro da Academia rumo a Lisboa - uns dormiam, outros falavam, mas eu só conseguia rever os vídeos on-board dos treinos, para me familiarizar com os troços da noite, como me foi aconselhado na formação. Chegamos a Lisboa pelas 11horas, reconhecemos como é tradição a especial em carrinhos de golfe, e seguimos para uma sessão fotográfica junto ao Padrão dos Descobrimentos. Após essa sessão, fui convocado para a conferência de imprensa da FIA, onde respondi com naturalidade a diversas questões em inglês.
Nem deu tempo para almoçar, e começamos o rali, como primeiro na estrada na especial de Lisboa, diante do nosso público, que gritava e aplaudia as nossas passagens orgulhosamente. Fiquei muito emocionado pelo carinho e afecto que senti em Lisboa, mas acima de tudo pelo reconhecimento do nosso esforço por estar ali a representar Portugal.
Com pouco tempo para uma ligação tão extensa, só tive tempo de acenar e agradecer a todos os presentes, com pena de não ter sido autorizado a levar a nossa bandeira na asa do Fiesta. Seguimos pela A2 rumo ao Alentejo, devagarinho para poupar o combustível, sempre com o olhar atento do Lucas, comissário da FIA, que foi a nossa “sombra” em todo o lado.
Chegando a Ourique, mudamos os pneus e reabastecemos o carro, para uma espera de 7 horas no reagrupamento enquanto chegavam os pilotos da frente um por um. Foi aí que tudo mudou, e começou a chover. Com os carros em parque fechado, pouco podíamos fazer e percebemos que as restantes equipas estavam a planear adaptar os seus carros a essas condições, mas eu não sabia bem por onde começar e decidi apenas amaciar os amortecedores da frente, no pouco tempo de ligação disponível.
A primeira especial a sério, bem como as seguintes, foram realizadas debaixo de muita chuva, visibilidade reduzida, numa noite de tempestade. O carro reagia a todos os ressaltos, e não lidava bem com os pisos escorregadios. A minha confiança foi ainda mais abalada, quando as notas davam mais destaque ao ritmo, do que ao ângulo da curva, o que me fazia saber como entrar na curva… mas não para onde apontar. Problema que vem de trás, pois em Portugal temos um dia livre de treinos, que nos permite reconhecer as especiais diversas vezes e memorizar algumas secções essenciais em cada troço. Aqui isso não acontece! Tentei apenas chegar ao final do dia, mas ainda assim não evitei uma saída de estrada no último troço, quando ao abordar uma esquerda 3, não defini uma ligeira direita, e induzido em erro, entrei numa esquerda… com um posto rádio! Fiquei preso na berma por uns 4 minutos, até que os espectadores, aos quais agradeço imenso, nos ajudaram a retomar o percurso.
Terminou o pior dia de rali que alguma vez tinha vivido! - achava eu.
No dia seguinte, tudo era igual, chuva, lama, e desta vez nevoeiro. As duas primeiras especiais foram inacreditáveis. Era muito difícil manter-nos nas trajectórias e saber para onde apontar o carro. Os pilotos da frente estavam encostados ao longo de todo o troço e nós só pensávamos em chegar ao fim. Com alguma sensatez a organização cancelou as restantes especiais. Ainda assim ficamos atascados na ligação e fomos finalmente rebocados pela organização até ao asfalto.
Com o dia a terminar mais cedo, foi tempo de repensar em tudo o que se tinha passado, pois estávamos a perder imenso tempo para os mais rápidos, o que nunca é agradável. Na revisão do carro deparamo-nos com o acelerador electrónico descalibrado, que apesar de não ser o nosso principal problema, não nos deixava acelerar e utilizar o motor na sua total magnitude. Depois confrontamos o engenheiro com o nosso set-up e ele aconselhou-nos a dar uma volta drástica no mesmo, e lá amaciamos o carro por todo.
Quando chegamos ao último dia do nosso rali, finalmente o tempo ajudou, e com as alterações feitas no carro a nossa confiança começou a voltar. Conseguimos fazer as restantes três especiais sem problemas, num ritmo interessante, sem poder aspirar a subir na classificação sem problemas dos adversários. A diferença nos tempos era muita e o ritmo dos da frente era impressionante.
Terminamos o rali no oitavo lugar e como terceiros melhores estreantes. Não foi o que tínhamos imaginado, mas foi o possível tendo em conta tudo o que se passou. Neste momento sei onde falhei e porque fui batido, e isto é o principal para poder saber onde actuar para melhorar.
Sei que não tenho o melhor sistema de notas e não tenho o conhecimento necessário do carro e dos pisos de terra. Até somos tecnicamente bons, mas nos ralis… só isso não chega. Vamos precisar de crescer, fazer mais e melhor para estarmos ao nível que é exigido. Este trabalho é meu, piloto, e do José Janela, navegador, pois a nossa experiência e títulos em Portugal é importante, mas de pouco serve lá fora.
Como é óbvio, só se fossemos talentos fora do normal, poderíamos chegar, ver e vencer. Mas não somos. Somos uma equipa motivada e trabalhadora, que olha para os desafios de frente, e não se refugia atrás de ninguém e em campeonatos mais acessíveis. Sabemos de onde vimos e para onde queremos ir, e a nossa coragem e ousadia é o que mais nos distingue.
Obrigado a todos os que nos apoiam e partilham os nossos valores. Corremos por nós e por vós.
Até a Grécia, com um abraço!"

João Silva

segunda-feira

Furo Impede vitória de Luís Mota

Já terminou mais uma edição do Vodafone Rally de Portugal 2012, que na presente edição foi fruto de surpresas que acabaram por dar mais algum colorido à prova em pisos de terra.
Para a equipa da Competisport, que alinhou no Rally de Portugal Open, o rescaldo da prova poderia ter sido em pleno, mas um furo veio a comprometer e a marcar a prova da dupla Luís Mota e Alexandre que alinharam com o competitivo Mitsubishi EVO IV.
Mostrando sempre um grande à vontade nos pisos de terra, o piloto do Cartaxo mostrou a razão de já ter alcançado inúmeros títulos, entrando com um ritmo forte que lhe garantiu o segundo tempo da geral logo na primeira especial.
Na passagem pelo troço de Vascão venceram a especial e com isto passam para a liderança do Rali, com 17,2 segundos de vantagem para o segundo classificado.
Apostado em garantir a vitória no Rali, a dupla entrou ainda mais motivada e concentrada para esta ultima especial, mas um furo veio a deitar tudo a perder, com a equipa a atrasar-se mais de cinco minutos e consequentemente entregar de bandeja a vitória no rali ao seu mais directo adversário.
Com o tempo perdido Luís Mota e Alexandre Ramos desceram par a 10a posição da geral, lugar onde terminaram esta segunda edição do Rally de Portugal Open.
Esta participação da Competisport não deixa contudo de ser positiva, pois foi um bom teste para as próximas provas de Terra do open de Ralis, onde a equipa irá utilizar este EVO IV e onde serão certamente uns dos sérios candidatos à vitória.
A dupla prossegue com o Rallye Vidreiro, prova pontuável para o Campeonato Open de Ralis e Campeonato Regional Ralis Centro, no próximo dia 14 de Abril na Marinha Grande.

Missão cumprida para a equipa RTP

Terminou ontem o Rally de Portugal, uma prova marcada pela instabilidade atmosférica que acabou por colocar dificuldades adicionais a todas as equipas, com a chuva surgir por diversas vezes, modificando drasticamente as condições de aderência das classificativas em terra do Algarve e Baixo Alentejo.
João Fernando Ramos e Jorge Carvalho lograram terminar a prova sem problemas de maior, com o Mitsubishi Lancer EVO X da RMC a primear pela fiablidade, um dos factores a ter em conta pois muitas das equipas que alinharam à partida tiveram de enfrentar muitas contrariedades.
Para o Jornalista e piloto, “este foi um rali muto duro, com muita lama, nevoeiro e zonas extremamente traiçoeiras que nos levaram ao limite. Tentar andar depressa era muitas vezes sobreposto pela necessidade de manter o carro dentro dos limtes das classificativas o que nem sempre foi fácil, mas felizmente, chegamos ao final e diverti-me imenso.”
“Houve momentos difíceis, principalmente na terceira secção da prova na Sexta~feira em que mesmo para um carro de tracção integral as dificuldades foram imensas. Não me recordo de ter feito uma prova tão exigente como esta.”
“Estou satisfeito, tivemos também alguma sorte com as escolhas de pneus, e o material que a Khumo nos disponibilizou cumpriu com distinção. O último rali de terra que fiz foi há quase um ano atrás, precisamente no Rally de Portugal, e como tal, atingimos o ritmo que nos foi possível, mas terminar mais uma vez esta aventura anual que não dispenso, foi o melhor prémio.”
A Equipa RTP pontuou nas duas jornadas do Campeonato de Portugal de Ralis, tendo terminado na 29ª posição da geral absoluta, e foram quintos por entre as equipas nacionais que terminaram esta etapa do Campeonato do Mundo de Ralis. A próxima prova da equipa será o Rali Centro de Portugal, pontuável para o Nacional de ralis.

João Silva no 8º posto final

Chegou ao fim a primeira jornada da FIA WRC ACADEMY com as três classificativas realizadas sábado de manhã no Vodafone Rally de Portugal. João Silva e José Janela conseguiram na sua prova de estreia na academia, chegar ao final da prova, o que só por si não deixa de ser positivo dadas todas as dificuldades que tiveram de enfrentar, mas ainda assim, aquém das expectativas da equipa para a prova nacional.
Depois do tempo perdido nas duas etapas anteriores, restava apenas o objectivo de pontuar no troféu , e esperar por incidências de corrida que pudessem alterar o oitavo posto com que saíram da etapa de ontem, mas tal acabou por não se verificar.
Para o piloto madeirense, “o dia acabou bem, fizemos estas especiais já num ritmo superior, e a prova devia começar agora pois a confiança estava a subir. Nos primeiros dias a falta de experiência condicionou o nosso andamento, mas saímos daqui com alguns pontos, e com mais experiência e temos de continuar a evoluir para estarmos em bom nível na Grécia.”
“Já esperávamos que existisse um andamento muito elevado, temos aqui pilotos muito rodados e tomamos consciência disso de uma forma algo extrema. Continuamos a demonstrar que a nível nacional lideramos nas duas rodas motrizes, mas isso é pouco quando nos comparamos com as equipas da WRC ACADEMY e temos de trabalhar ainda mais e melhor.”
“É sempre muito difícil competir com pilotos que quase todos eles possuem apoios de carácter oficial, para além dos privados e nós seremos os únicos que chegam a este ponto sem esse apoio, o que nos limita bastante em termos de evolução. A formação em Portugal é nula, começamos muito tarde a ter oportunidades de dar o salto para projectos mais competitivos ao contrário do que se passa com a maioria dos nossos adversários que quase todos recebem apoios directos das Federações ou das regiões e países que representam.”
O oitavo lugar final sabe a pouco no final do Vodafone Rally de Portugal, mas seguramente que a experiência adquirida na estreia com o Ford Fiesta R2 será valiosa para o futuro.
João Silva e José Janela regressam no Rali da Grécia, que decorrerá de 25 a 27 de Maio.

quarta-feira

Ford e Citroën com estratégias opostas após qualifying stage

Os dois pilotos da Ford, Jari-Matti Latvala e Petter Solberg, respectivamente, foram os mais rápidos, enquanto os rivais da Citroën, Mikko Hirvonen e Sébastien Loeb, ficaram logo atrás, na terceira e na quarta posições.
A fechar os cinco primeiros surgiu o primeiro privado, Ott Tanak, que corre com um Ford Fiesta WRC preparado pela M-Sport. Com as diferenças entre os dois pilotos do construtor francês definidas ao milésimo de segundo, a "qualifying stage" foi muitíssimo emocionante. Menos feliz foi o brasileiro Paulo Nobre que capotou o Mini WRC e ainda não sabe se poderá alinhar no Vodafone Rally de Portugal que começa amanhã.
Os pilotos da Ford ditaram o andamento na qualificação que terminou há pouco. Petter Solberg obteve o segundo melhor tempo no exigente troço de Vale do Judeu, ao estabelecer o registo de 3m03,6s. O noruguês admitiu que podia ter sido mais rápido se não tivesse hesitado num dos cruzamentos da especial. Desta forma, quem mais brilhou foi Jari-Matti Latvala. Quinto piloto a partir para a classificativa, o finlandês estabeleceu o tempo de 3m01,8s. "Senti-me bem e gostei muito de fazer o troço", afirmou. Quando questionado acerca da posição que vai escolher para partir amanhã, Latvala respondeu: "Se chover, quero sair na frente, mas se estiver seco prefiro largar atrás. Se, neste caso, estiver muito pó, então teremos de correr alguns riscos."
Sébastien Loeb apenas conseguiu o quarto tempo (3m04,249s), mas estava satisfeito com o resultado obtido porque, apesar de querer alcançar um bom resultado, optou por não correr qualquer risco numa especial tão traiçoeira. O seu companheiro de equipa, Mikko Hirvonen, estabeleceu o terceiro melhor registo. O finlandês ficou a mais de dois segundos de Latvala mas bateu Loeb por escassos 17 milésimos de segundo. O piloto da Citroën admitiu que cometeu pequenos erros, mas mostrou-se contente com o resultado.
Os restantes pilotos estabeleceram tempos entre os 3m05s, com Novikov em sexto, e os 3m10s, com Dennis Kuipers a ficar na 14.ª posição. Armindo Araújo foi o 12.º mais rápido, depois de cumprir os 4,96km da especial em 3m09,8s. "Correu tudo bem. Não cometemos qualquer erro. Fizemos um bom shakedown e qualificação correu sem qualquer problema", afirmou o português.
Van Merksteijn Jr. e Nasser Al-Attiyah ficaram mais atrás e explicaram que, ambos, falharam em determinados momentos da especial. O holandês confessou ter cometido um erro num ponto de travagem, enquanto o qatari da Citroën falhou um cruzamento e deixou, inclusive, o carro ir abaixo.
A maioria dos pilotos gostou do troço de qualificação e estava satisfeita com os respectivos desempenhos. Contudo, com a possibilidade das condições meteorológicas se alterarem, o verdadeiro desafio vai ser escolher a melhor posição na ordem de partida. Tudo indica que a chuva poderá surgir e isso significa que um lugar entre os primeiros a sair para os troços é vantajoso. Mas se tal não acontecer, aqueles que abrirem a estrada vão sofrer, tal como aconteceu no ano passado, com falta de tracção e maior desgaste de pneus nos seus carros.
Relativamente ao acidente de Paulo Nobre, o piloto do WRC Team Mini Portugal, explicou que bateu numas pedras e o carro sofreu danos que agora serão analisados pelos técnicos da equipa de modo a perceberem se o carro é recuperável a tempo da partida, amanhã, com a super-especial em Lisboa.
Os pilotos que participaram na qualificação vão escolher a posição na estrada, para os troços de amanhã, ao início da tarde de hoje.Os dois pilotos da Ford, Jari-Matti Latvala e Petter Solberg, respectivamente, foram os mais rápidos, enquanto os rivais da Citroën, Mikko Hirvonen e Sébastien Loeb, ficaram logo atrás, na terceira e na quarta posições. A fechar os cinco primeiros surgiu o primeiro privado, Ott Tanak, que corre com um Ford Fiesta WRC preparado pela M-Sport. Com as diferenças entre os dois pilotos do construtor francês definidas ao milésimo de segundo, a "qualifying stage" foi muitíssimo emocionante.
Mal terminou a sessão de qualificação, os 18 pilotos prioritários FIA inscritos no Vodafone Rally de Portugal escolheram a sua posição de partida para a primeira etapa da competição no palco Nokia, em pleno parque de assistência.
Foram muitos os factores em equação para determinar a escolha dos pilotos e pelo que se viu durante o processo, os pilotos da Ford e da Citroën decidiram seguir caminhos antagónicos. A precisão de chuva pode dar vantagem a quem parte primeiro, mas se tal não acontece, então o ideal é largar o mais atrás possível. Quem optou por esta situação não será penalizado por ter de “limpar” a estrada, mas poderá ser confrontado com piores condições de visibilidade nas especiais nocturnas, devido ao pó que possa ficar no ar.
Os organizadores decidiram regar duas das três classificativas que se vão realizar à noite para minimizar essa questão mas os pilotos não sabem se esta medida resultará para todos os pilotos.
Perante este cenário, Jari-Matti Latvala foi o primeiro a escolher e assumiu assumiu o risco ao preferir ser o 17.º na estrada, acreditando que não vai chover e assim terá os troços limpos quando passar. O seu companheiro de equipa, Petter Solberg, foi o segundo mais rápido na qualificação e adoptou uma estratégia semelhante ao escolher o 16.º lugar para partir.
No final, Latvala justificou que “Como equipa, acreditamos que o efeito de ‘limpar’ a estrada vai afectar mais a competitividade dos pilotos do que os problemas com o pó. Poderá haver alguns problemas com pedras, mas isso pode acontecer com todos. Penso que se houver pó, então certamente poderemos ter dificuldades, mas os organizadores disseram que iriam regar a estrada e espero que isso ajude.”
“Discutimos muito esta questão com a equipa e passámos muito tempo a estudar a melhor solução. Fiquei surpreendido com a escolha da Citroën – pensava que um carro podia partir mais à frente, mas nunca acreditei que optassem por serem primeiro e segundo. Isto é emocionante, porque fizemos uma abordagem do rali completamente diferente. Acho que a nossa estratégia é mais arriscada mas se formos sempre conservadores é difícil bater a concorrência."
A Citroën adoptou uma estratégia oposta ao decidir ocupar o primeiro e o segundo lugares na estrada, depois de os seus pilotos terem sido terceiro e quarto na qualificação. A equipa francesa decidiu que sair o mais cedo possível é vantajoso.
Mikko Hirvonen, que vai abrir a estrada nos troços de amanhã, explicou: "Não assumimos que as especiais estejam secas – talvez chova mas, mesmo assim, prefiro ser o primeiro a partir. Na minha opinião, é a opção mais segura. Se estiver seco e houver vento talvez a posição do Jari seja a melhor, mas é uma jogada de risco. Até posso perder 20 segundos nos três primeiros troços, mas se houver pó ele deverá perder cerca de meio minuto. Nós decidimos qual a posição ideal para nós antes dos pilotos da Ford terem feito as suas escolhas.”

A ordem de partida para a primeira etapa é a seguinte:
1. Hirvonen
2. Loeb
3. Tanak
4. Sordo
5. Ketomaa
6. Neuville
7. Araújo
8. Prokop
9. Al Attiyah
10. Oliveira
11. Van Merksteijn Jr.
12. Kuipers
13. Sandell
14. Ostberg
15. Novikov
16. Solberg
17. Latvala

"Prontos para o melhor rali do Mundo"

A Equipa RTP aproveitou a manhã desta Quarta-feira para efectuar as últimas afinações no Mitsubishi Lancer Evo X que vai tripular já a partir de amanhã no Rally de Portugal, e transpirava optimismo.
Para o jornalista e piloto João Fernando Ramos "o carro é realmente fabuloso e a adaptação foi imediata. Este é o melhor carro de corridas que tive o privilégio de guiar."
“O rali vai ter pisos muito duros devido a estarem extremamente secos, e vai ser demolidor para as mecânicas dos carros” rematou ainda o piloto, reafirmando o seu objectivo de “terminar a prova e preferencialmente dentro dos 5 primeiros concorrentes nacionais.”
Depois de cumprido o shakedown em Vale do Judeu, a equipa teve ainda tempo para esta tarde realizar a sua apresentação, em pleno parque de assistência instalado no Estádio do Algarve, reunindo muitos convidados, patrocinadores, amigos e comunicação social.
Na tenda de assistência da RMC, as condições disponibilizadas são verdadeiramente de classe mundial, sendo esta a estrutura que garante todo o apoio técnico nesta nova aventura de João Fernando Ramos e Jorge Carvalho.
O ambiente é saudável e tudo está a postos para a partida do rali, amanhã defronte ao Mosteiro dos Jerónimos em Lisboa, a partir das 15 horas da tarde, seguindo-se as classificativas nocturnas, uma novidade na edição deste ano, que levará os concorrentes de volta a Faro e ao centro operacional do rali.

Pedro Leone e Bruno Ramos no WRC Fafe Rally Sprint

Pedro Leone e Bruno Ramos, da Racing Team by Expofor, apostam em 2012 no Rali de Portugal, tendo sido convidados para o evento de suporte desta prova emblemática do WRC realizado no mítico troço de Fafe / Lameirinha e que contou com a presença de milhares de espectadores que puderam reviver as emoções do Rali de Portugal através das 3 passagens pelo troço de 6 kms cujo os pilotos procuraram dar o máximo de espectáculo.
Pedro Leone e Bruno Ramos, como já nos têm vindo a habituar revelaram uma vez mais o extraordinário entusiasmo que os move neste mundo dos ralis e com a sua emblemática máquina o Ford Escort Cosworth deram espectáculo pelas terras de Fafe procurando presentear os milhares de pessoas que criaram uma moldura humana única que ao longo de todo o dia transmitiu permanentemente um enorme entusiasmo aos pilotos.
Segundo o Piloto, Pedro Leone: "Foi fantástico a participação neste rali e estar perante esta multidão que em momento algum deixou de mostrar um enorme entusiasmo e que muito nos incitou ao espectáculo. Foi um momento único e a prova correu-nos muito bem, agora é com este mesmo entusiasmo vamos partir para o Algarve já na próxima 5ª feira, procurando no sábado manter esta boa performance”. Já Bruno Ramos afirma: “ Esta prova correu-nos bem, o que nos deixa com boas perspectivas para a nossa participação no Rali de Portugal - Open. Foi incrível correr perante esta multidão de adeptos que espero que se repita já no Algarve”.
É já esta 5ªf que vai para a estrada a prova a contar para o Mundial de Ralis, em que a equipa da Racing Team by Expofor foi convidada para participar no Rali de Portugal – Open, prova se irá realizar no Sábado e que será composta por 3 troços num total de cerca de 70kms cronometrados.
O projecto de 2012 da Racing Team by Expofor, conta com o apoio da Expofor, Santogal; Wurth; Petronas; Tintauto; PPG; Q&F; Wash & Go; Publicom; Fronti; VigiPrivada; By Wash; GT Alarmes; Piquetassiste e Galp Formula.

segunda-feira

FIA WRC Academy já iniciou trabalhos este domingo

A estrutura da FIA WRC ACADEMY já montou a sua base no Algarve este Domingo e o trabalho para todos os concorrentes deste troféu já arrancou com algumas aulas sobre os reconhecimentos e o planeamento dos ralis.
Chris Patterson foi o “professor de serviço” para uma plateia muito atenta a todos os pormenores, e não teve sequer tempo de descansar após ter vencido a passagem no WRC Fafe Rally Sprint com o seu piloto, Petter Solberg no Ford Fiesta WRC oficial da M-Sport, por entre mais de cem mil espectadores em delírio absoluto.
João Silva e José Janela tiraram assim partido destas actividades que visam formar as futuras equipas que aspiram um dia militar na categoria principal do Campeonato do Mundo dos Ralis da FIA, numa parceria entre várias entidades que inclui igualmente o fornecedor de pneus Pirelli do WRC.
Para João Silva “é muito importante que se tenha acesso desta forma ao que se passa no topo dos ralis e do que é necessário para se competir com os melhores. Para mim, tenho a sorte de ter o Janela ao meu lado, um navegador com muita experiência e para quem muito do que foi aqui dito, já não era propriamente novidade.”
“Um dos pontos principais a reter é que nas provas do WRC existe um limite claro de apenas duas passagens de reconhecimentos por cada classificativa, e falamos de classificativas muito extensas, bem diferente da realidade que temos em Portugal, onde em muitas das provas temos apenas um dia para treinar mas quase sempre sem limite de passagens o que nos leva a ter a tentação de passar sempre o maior número de vezes que o tempo nos permite, e esse é um handicap muitas vezes apontado aos pilotos nacionais.”
“Agora a realidade é outra e tenho de me adaptar rapidamente, mas atendendo a que já faço equipa com o José Janela há muito tempo, tenho a certeza que não será difícil manter os níveis de confiança nas notas ditadas apenas com duas passagens e acreditar sempre, o que fará toda a diferença nos tempos finais, para além de que, ao correr em Portugal já tenho referências do passado que podem também ajudar e portanto, o factor de menos passagens de reconhecimento só na Grécia se poderá fazer sentir.”
Agora é tempo da equipa se dedicar inteiramente ao teste final do Fiesta R2 com que vão competir no FIA WRC ACADEMY e efectuar os reconhecimentos dos muitos quilómetros de classificativas propostos para este Vodafone Rally de Portugal que arranca na próxima quinta-feira em Lisboa com a super-especial urbana de Belém, defronte ao Mosteiro dos Jerónimos.

domingo

WRC Fafe Rally Sprint – Vitória de Petter Solberg por dois centésimos de segundo!

Petter Solberg venceu a primeira edição do WRC Fafe Rally Sprint realizado no magnífico cenário do troço da Lameirinha e que fez acorrer aos seis quilómetros de percurso milhares e milhares de espetadores que emprestaram uma moldura humana única, transmitindo todo esse entusiasmo aos pilotos presentes.
Aliás, a Ford dominou por completo o evento, com os seus pilotos a serem os mais rápidos nas três mangas: na final, a luta foi épica, e o piloto norueguês acabou por se impor pela incrível margem de dois centésimos de segundo, o que diz bem da igualdade de andamentos na face decisiva da competição.
“É fabuloso voltar a esta verdadeira terra de ralis e ganhar perante uma multidão que nunca nos deixou de incitar. Um grande espetáculo e agora só era bom que isto se mantivesse para o rali”, afirmou um super feliz Petter Solberg, muito efusivo na hora de festejar o triunfo que, segundo o próprio, “foi a vitória de uma equipa”.
Sebastien Loeb esteve algo discreto na primeira manga, mas na final acabou por atacar e por momentos ainda se chegou a pensar que teria sido o vencedor, mas uma análise dos tempos acabou por ditar o segundo lugar por essa diferença ínfima.
O pódio multimarca acabou por ser fechado pelo Mini de Dani Sordo, com o espanhol a ter uma atuação muito eficaz aos comandos do seu John Cooper Works, ficando a 2,372s de Solberg.
Nasser Al Atthiya conseguiu o quarto posto final, à frente de Ott Tanak e de Armindo Araújo. Para o piloto português, “as três mangas correram-me muito bem, sem cometer qualquer exagero e com uma boa progressão de tempos, deixando as melhores perspetivas para o rali. E é sempre gratificante correr perante esta multidão de adeptos.”
Saliência ainda para a vitória de Fernando Peres na categoria de Clássicos, num evento que constituiu um tremendo sucesso popular e desportivo.

José Bandeira - Motores Magazine in RallyMania

Inicio da aventura da FIA WRC Academy para João Silva

João Silva está em contagem decrescente para o arranque da FIA WRC Academy, competição integrada no
Campeonato do Mundo de Ralis e que visa fomentar o aparecimento de jovens valores no panorama dos ralisMundial, sendo que em 2012 esta competição terá um atractivo especial com a inclusão do piloto Português no lote de equipas seleccionadas.
O jovem piloto Madeirense e actual Campeão Nacional de Ralis de duas rodas motrizes fará no Rali de Portugal a sua estreia nesta competição, de novo tendo a seu lado o experiente navegador José Janela, dando mais um passo na sua carreira com a internacionalização do seu projecto.
A sete dias do arranque, a equipa desdobra-se nos derradeiros preparativos, sendo que no próximo Domingo terão já início os primeiros procedimentos administrativos, bem como uma acção de formação da WRC Academy sobre notas de andamento e planeamento de ralis, ministrada por Chris Patterson, versado navegador que agora acompanha Petter Solberg num dos Forda Fiesta WRC da equipa oficial.
Para João Silva “Com o aproximar da hora de partida, o tempo começa a escassear pois temos imensos detalhes de última hora que precisam de ser tratados, e se a isso juntar as actividades da WRC Academy já previstas, terei muito pouco tempo para ficar ansioso com a estreia o que será bom.”
“Temos tentado reunir todas as condições necessárias, e estamos extremamente motivados para o rali. Domingo deixamos de ter agenda própria e vamos entrar numa semana louca, onde tempo livre não existe.”
Já sobre as suas aspirações, o piloto afirma que pretende “dar continuidade ao meu trajecto nos ralis da melhor forma possível mas não estabeleço qualquer objectivo de vitória para esta primeira prova, mas vou dar o meu melhor como sempre fiz até aqui. Quero sim tentar equiparar-me aos nossos adversários directos, alguns deles já com bastante experiência, e ver onde nos posicionamos no final. Temos do nosso lado o factor de jogar em casa, num rali que já conheço e acima de tudo, perante o público português. Trata-se de uma responsabilidade acrescida, mas quero tirar partido do arranque ser em Portugal para tentarmos estar ao melhor nível já na Grécia o que será decisivo para a continuidade no FIA WRC Academy.”

terça-feira

O melhor resultado da carreira no WRC

Armindo Araújo terminou o Rali do México na sétima posição da geral e alcançou o seu melhor resultado de sempre no Campeonato do Mundo de Ralis. O piloto do MINI JCW WRC, acompanhado por Miguel Ramalho, realizou uma prova tacticamente inteligente, ultrapassando de forma incólume todas as dificuldades que encontrou pela frente.
No final das vinte e quatro provas especiais Armindo Araújo estava obviamente muito satisfeito com o resultado conseguido nesta prova que encaixa na perfeição nos objectivos traçados à partida. “As coisas não começaram muito bem devido aos problemas que sentimos no MINI durante o «shakedown» mas conseguimos ao longo das três etapas resolver a situação e alcançar um excelente resultado final. Penso que aplicamos a táctica mais adequada às circunstâncias, não cometemos erros e isso reflectiu-se no final. É o nosso melhor resultado de sempre no Campeonato do Mundo de Ralis e estamos, por isso, muito contentes”, começou por dizer o piloto de Santo Tirso.
Sem possibilidades de testar o MINI JCW WRC para esta prova, e com as previsíveis dificuldades provocadas pela altitude das especiais, Armindo Araújo sai do México ainda mais confiante e optimista em relação ao futuro e particularmente o Rali de Portugal. “O MINI nunca tinha corrido no México e sabíamos que teríamos muito trabalho pela frente. Durante todo o rali alteramos as afinações do carro e conseguimos uma grande melhoria. Este é um trabalho importante para nós e deixa-nos boas perspectivas para o Rali de Portugal. Muito do que fizemos aqui foi também a pensar na próxima prova e estamos confiantes que podemos chegar a mais um bom resultado”, disse ainda o piloto apoiado pela MINI, GALP e MCA.
O Rali de Portugal é a próxima prova do calendário da dupla da equipa WRC TEAM MINI PORTUGAL e aquela onde terá certamente o maior e melhor apoio do mundo. Fafe receberá a 24 de Março a caravana do WRC, numa festa que antecederá o arranque da prova organizada pelo ACP, na estrada entre 28 de Março e 1 de Abril.

Foto: André Lavadinho

Loeb venceu no domínio da Citroen

O Rali do México foi tudo menos emocionante. Poucos concorrentes, quase total ausência de lutas por qualquer posição. Com o decorrer da prova quase parecia um rali de regularidade, passe o exagero, mas mesmo assim Latvala conseguiu perder a 3ª posição ao capotar o Fiesta.
Loeb tornou a vencer no México e reforçar a liderança no Mundial. Hirvonen cumpriu às mil maravilhas o seu papel de segundo piloto e no campo da Ford foi um acumular de asneiras e problemas, com o cúmulo a ser a desistência de Latvala, quando no troço maior do dia decidiu, ou terá recebido ordens para atacar, e mais uma vez “borrou” a pintura, acabando por ser obrigado a desistir devido aos danos no Fiesta, especialmente no rol-bar. Por decisão própria ou por ordem de M. Wilson, não se compreende tal estratégia quando tudo estava mais que definido e Latvala não podia de todo ascender na classificação.
Com isso P. Solberg acabou por herdar o terceiro lugar, mas começa a ficar na ideia que ao norueguês começa já a faltar qualquer coisa para se poder bater pela vitória. Esperemos pelas próximas provas para ver se P. Solberg nos desmente!
Com uma diferença cada vez mais abismal entre os (verdadeiros) oficiais e todos os outros, sejam oficiais ou aparentados, acabou por ser M. Ostberg que foi o melhor, terminando em quarto, batendo por pouco o jovem estónio Ott Tanak.
Em sexto terminou Nasser Al-Attiyah, mas já a mais de 6 minutos e meio de Loeb, mas como também não teve grande oposição, o piloto do Qatar limitou-se a terminar a prova.
Em sétimo, na melhor classificação da sua carreira, terminou Armindo Araújo, uma classificação que ficará sempre bem no seu palmarés, mas que atendendo à conjuntura do rali, é o lugar alcançado quase só devido aos erros que outros pilotos foram tendo, nomeadamente, o já referido Latvala, mas também Novikov, que depois de duas provas a alto nível, voltou aos “velhos” registos, andamento forte… até bater, e ainda o caso de T. Neuville, com um início de rali quase de sonho, depois manchado com uma saída de estrada, mas que regressando em Superally fez tempos muito bons.
Armindo Araújo passou todo o rali sem ter quem quer que fosse para lutar, senão veja-se que Al-Attiyah, que ficou à sua frente na classificação, ficou a mais de 6 minutos! Daí que a estratégia de contenção mais uma vez tenha resultado.
No oitavo lugar terminou Sebastien Ogier, tendo K. Block, autor de mais uma prova cinzenta e atribulada, terminado em nono, e Ricardo Trivino, no Fiesta WRC, a fechar o Top10.
Na Power Stage, P. Solberg deu um ar da sua graça e foi o mais rápido, seguido por Loeb e Ostberg.
Benito Garcia foi o vencedor do PWRC, onde o interesse competitivo foi quase nulo. Nicolas Fuchs foi segundo (a mais de 4 minutos de Guerra) e Kosciuszko fechou o pódio.

José Bandeira - Motores Magazine in RallyMania

quarta-feira

México marca entrada nos pisos de terra

Depois do asfalto de Monte Carlo e da neve do Rali da Suécia, Armindo Araújo e Miguel Ramalho estão já no México a preparar a primeira prova do ano em pisos de terra. A dupla da equipa WRC TEAM MINI PORTUGAL está de regresso a uma prova que guarda boas recordações, venceu-a no PWRC em 2010, mas agora com uma tarefa bem diferente. Terminar num lugar entre os dez primeiros da geral é o principal objectivo da equipa do MINI JCW WRC.
Sem a possibilidade de realizar qualquer teste, quer em solo mexicano quer na Europa em piso semelhante, Armindo Araújo parte para a terceira prova da temporada com um grande “handicap” face a alguns dos seus adversários mas, nem por isso, menos desmotivado em conseguir um bom resultado. “Não fizemos nenhum teste antes desta prova e vamos ter de ao longo do rali acertar o carro o melhor possível. No shakedown já poderemos encontrar um ponto de partida para a afinação que devemos utilizar. O MINI nunca correu no México mas nós já cá estivemos em 2010 e temos a noção que esta prova é muito dura e as altitudes sempre foram um dos grandes problemas. Vamos fazer o nosso trabalho e luta por um lugar pontuável”, começa por dizer o piloto português, apoiado pela MINI, GALP e MCA.
O Rali do México é, para Armindo Araújo e Miguel Ramalho, o arranque de uma serie de seis provas disputadas em pisos de terra. “Vamos procurar nesta prova encontrar algumas soluções para as próximas provas. Muito daquilo que fizermos aqui no México, em temos de afinações, serão importantes para o Rali de Portugal e para as restantes provas. Regressar a esta prova é óptimo pois as recordações são muito boas. Vencemos em 2010 mas agora temos uma missão diferente. Vamos andar rápido e evitar qualquer tipo de erro ou furos. Uma especial como a de Otates com 41,88 quilómetros obriga a gerir o andamento de outra forma. Estamos preparados para isso e motivados para dar o nosso melhor”, afirmou ainda Armindo Araújo.
O Rally Guanajuato México 2012 será composto por três etapas e um total de vinte e quatro provas especiais. As hostilidades têm início marcado para quinta-feira, com a disputa da Super Especial DC Shoes Street Stage Guanajauto e o final do rali agendado para domingo após a realização da Power Stage. Durante quatro dias, Armindo Araújo e Miguel Ramalho terão de ultrapassar mais de quatrocentos quilómetros cronometrados.

** A diferença horária para Portugal é de -6 Horas

Vodafone Rally de Portugal apresentado em Lisboa

O Vodafone Rally de Portugal 2012, que se realiza de 29 de Março a 1 de Abril, promete grande animação pelas estradas do Baixo Alentejo e Algarve, depois do seu arranque em Lisboa, num confronto desportivo entre os nomes mais salientes do WRC que fará vibrar os milhares de adeptos que garantirão uma colorida mancha humana ao longo das 22 classificativas que compõem a prova.
Na verdade, tudo parece indicar que o duelo Citroën-Ford, que tem marcado as últimas edições do Mundial, possa agora ter contornos ainda mais interessantes, com a formação liderada por Malcolm Wilson a tentar interromper uma superioridade que a marca francesa tem manifestado nas últimas quatro edições "mundiais" da nossa prova, depois de duas vitórias de Sebastien Loeb e outras tantas de Sebastien Ogier.
Temos mesmo de recuar até ao distante ano de 1999 para verificar o último triunfo da Ford em Portugal, com o malogrado Colin McRae, pelo que o norueguês Petter Solberg e o finlandês Jari-Matti Latvala partirão para a nossa prova com o desejo de demonstrar que a superioridade exibida na Suécia também poderá suceder em provas de piso de terra.
Por outro lado, o campeão do Mundo, Sebastien Loeb, e o seu colega de equipa, o finlandês Mikko Hirvonen, tudo irão fazer para manter a Citroën no lugar mais alto do pódio, tudo isto gerando a perspectiva de um duelo apaixonante, que poderá colocar bem alta a fasquia competitiva da 46ª edição do Vodafone Rally de Portugal.
Em termos desportivos há ainda que contar com o atractivo de uma equipa oficial com as cores nacionais, como é o caso do WRC Team Mini Portugal, com Armindo Araújo e Paulo Nobre, que certamente irá contribuir para levar ao rubro os espectadores portugueses que não deixarão de "puxar" pelo seu compatriota, num motivo mais de entusiasmo para a competição.
Mas muitos mais nomes sonantes irão surgir a seu tempo na lista de inscritos, uma vez que a previsão aponta para um total superior a 20 WRC, entre os Citroën DS3, os Ford Fiesta e os Mini John Cooper Works, o que por si só constitui uma excelente garantia para uma classificação muito disputada nos seus diversos patamares.
Realce ainda para a presença do vencedor das duas últimas edições da prova, o francês Sebastien Ogier, inscrito pela VW Motorsport com um Skoda Fabia S2000, e se desta feita as suas aspirações não serão semelhantes às das últimas edições, não é menos verdade que Ogier será sempre mais um cartaz para esta edição da prova.
Finalmente uma chamada de atenção para a presença dos principais interessados pela conquista do título nacional de ralis, entre os quais o campeão de 2011, Ricardo Moura, em busca da revalidação do seu ceptro, e para a estreia da WRC Academy, um aliciante programa promocional destinado a jovens valores e que, à semelhança do que já sucedera no ano passado, terão em Portugal a sua primeira experiência competitiva aos comandos de um Ford Fiesta R2. De entre esses nomes, destaque para o madeirense João Silva, que acaba de confirmar a sua presença nesta interessante iniciativa.

TROÇOS NOCTURNOS DE REGRESSO

A edição de 2012 do Vodafone Rally de Portugal terá uma extensão total de 1564,26km, incluindo 22 provas de classificação, num total de 434,77km, ou seja, uma percentagem de 27,8 face à distância total e uma média de 19,76km por classificativa, o que confere desde logo uma intensa competitividade ao evento.
Em moldes gerais, podemos apontar três grandes alterações face às edições anteriores:

- introdução de três classificativas nocturnas;

- duas especiais disputadas no concelho de Tavira;

- nova "power stage", de extensão mais reduzida

Outra mudança para este ano é a substituição do "shakedown" pela "qualifying stage", que assume as características de uma verdadeira especial, para mais com a oportunidade dos mais rápidos escolherem a sua ordem de partida para o primeiro dia de prova.
Repetindo a fórmula que tanto sucesso teve em 2011, o início competitivo do evento terá como cenário o majestoso enquadramento da Praça do Império, com a realização da super especial de Lisboa, que certamente irá atrair de novo milhares de espectadores à zona do Mosteiro dos Jerónimos e Centro Cultural de Belém.
A partir daqui tudo será diferente, pois o regresso ao sul do País será feito numa ligação por estrada até Ourique, palco de uma neutralização antes das três classificativas nocturnas. Para esta fase da prova, a organização teve em conta todas as questões de segurança que essas classificativas apresentam, reduzindo desde logo a sua extensão, com uma média de 12km, ou seja, cerca de metade da média das restantes especiais.
Por outro lado, foi reduzida para mais de metade a distância habitual entre os postos de rádio, permitindo uma mais rápida detecção de qualquer problema. Finalmente estará disponível um helicóptero ambulância com capacidade de voar à noite, em caso de qualquer emergência, estando ainda previstos dois heliportos na zona, também eles operacionais nessas condições.
Os três troços cronometrados a disputar são: Gomes Aires, na distância de 10,19km, totalmente novo; Santa Clara, com 14,29km, versão mais curta da anterior especial; e Ourique, num total de 11,1km, em que metade será totalmente nova face à anterior versão.
Correspondendo ao desejo que a Câmara Municipal de Tavira manifestou em voltar a acolher o rali no seu concelho, foi possível incluir das classificativas nessa zona, algo que não sucedia desde 2007. Mas esta fase da prova marca ainda o regresso da especial de S. Brás de Alportel ao programa do rali, sendo os seguintes os troços deste segundo dia de prova: Tavira, com 25,01km, totalmente novo; Alcarias, num total de 25,15km, com 70% de percurso novo; e S. Brás de Alportel, com 16,18km, semelhante à versão de 2010
O terceiro dia do Vodafone Rally de Portugal 2012 - 31 de Março - não apresenta qualquer alteração face à edição deste ano, incluindo um conjunto de três classificativas: Almodôvar, com 26,22km; Vascão, perfazendo 25,29km; e Loulé, na distância de 22,57km.
Disputado a 1 de Abril, o derradeiro dia do Vodafone Rally de Portugal apresenta a última grande novidade desta edição, com a introdução de uma nova e curta classificativa, que será o palco do "power stage", que atribuirá pontos extra em termos de Mundial para os três melhores tempos, prometendo um excelente espectáculo televisivo.
O programa prevê duas passagens pelas seguintes classificativas: Silves, com 21,42km, sem alterações; Santana da Serra, num total de 31,04km, idêntico a 2011; e Sambro, num total de 5,08km, utilizando a parte do troço de Santa Clara que não foi realizada no primeiro dia de prova.

UMA GRANDE RELEVÂNCIA ECONÓMICA

Numa outra vertente, é fundamental salientar o facto de o Vodafone Rally de Portugal ser, desde 2007 e de uma forma consolidada, o acontecimento desportivo com maior retorno económico para o nosso país depois do Euro 2004.
De facto, segundo o estudo elaborado por um instituto especializado independente, a Universidade do Algarve, o impacto positivo directo na economia da região onde a prova se desenrola, em particular o Baixo Alentejo e o Algarve, foi de quase 50 milhões de euros, um número muitíssimo significativo, por se registar numa época baixa do turismo naquela zona, e sobretudo se tivermos em conta que 61,3% desta receita correspondeu a exportação de serviços, uma vez que os gastos foram realizados por pessoas ou entidades residentes no estrangeiro.
Igualmente muito interessante é o registo de um retorno em termos de notoriedade internacional para o nosso país, medido apenas pela exposição nas diversas cadeias de televisão, que atingiu o valor de 42,16 milhões de euros, elevando assim para quase 92 milhões o impacto económico do Vodafone Rally de Portugal 2011.

OPEN ANIMA TERCEIRO DIA DE PROVA

Tal como sucedeu no ano passado, os concorrentes do "Open" de ralis, sem dúvida o campeonato da especialidade mais pujante no nosso país, foram de novo desafiados a animarem o terceiro dia de prova, disputando os troços de Almodôvar, Vascão e Loulé no intervalo das duas passagens dos concorrentes do WRC.
Limitado a 30 participantes, o "Open" irá proporcionar um espectáculo adicional aos espectadores que acorrerem a essas classificativas, num despique que em 2011 foi ganho por Ricardo Teodósio e que agora promete uma vez mais "casa cheia"!

WRC REGRESSAM A FAFE

Dando continuidade às acções promocionais em torno do Vodafone Rally de Portugal, o ACP leva este ano a cabo o Fafe World Rally Sprint, com o apoio da edilidade local, iniciativa que promete devolver o troço de Fafe/Lameirinha à ribalta do mundo dos ralis, com toda a emoção dos seus saltos e a animação dos milhares e milhares de pessoas na zona do Confurco.
Trata-se de uma exibição sob a forma de um rally sprint, a realizar a 24 de Março, e que reunirá os principais carros e pilotos presentes na quarta prova do Mundial do próximo ano.
O Fafe World Rally Sprint terá lugar no cenário privilegiado do troço de Fafe/Lameirinha, aproveitando os últimos seis quilómetros da classificativa. Verdadeiro troço cronometrado, o evento realizar-se-á com base em duas mangas de qualificação e uma final, a que acederão os pilotos mais rápidos.
A edição do Vodafone Rally de Portugal 2012 tem os apoios da Vodafone Portugal, Turismo de Portugal, Instituto do Desporto de Portugal, BP Ultimate, Hertz, Essilor, Instituto Geográfico do Exército, Câmaras Municipais de Lisboa, Almodôvar, Faro, Loulé, Ourique, S. Brás de Alportel, Silves e Tavira, Mosteiro dos Jerónimos, Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, Agência Portuguesa do Ambiente, Egeac - Padrão dos Descobrimentos, Centro Cultural de Belém, Konica Minolta, Brisa, Fonte Viva, Sagres Zero, D. Pedro Hotels. A Bola é o "media partner".

domingo

João Silva confirma presença no WRC Academy

O piloto madeirense, João Silva adiantou à poucos minutos na sua página pessoal do facebook que irá estar presente no WRC Academy.
Como adianta ainda o jovem madeirense, "Foi com muito esforço e coragem que conseguimos avançar com este projecto! Ainda temos muito trabalho pelo frente mas o primeiro passo está dado e finalmente estamos onde queremos estar!".

Video Best Of Rally Sweden 2012



bestofrallylive 

Latvala com saborosa vitória

Mesmo se um furo na Pec 22 lhe custou 30 segundos, Jari-Matti Latvala soube reagir e resistir vencendo o Rali da Suécia depois de uma boa luta com Mikko Hirvonen.
Com a Pec 22 a ser madrasta também para Petter Solberg, que tal como Latvala, furou, disso se aproveitos Mads Ostberg para alcançar o último lugar do pódio. Solberg teve mesmo que se contentar com a quarta posição.
Excelente prova do russo Novikov que conseguiu a quinta posição resistindo a Loeb que saiu da Suécia ainda assim com um bom resultado pois ao sexto lugar juntou a vitória na Power Stage.
Já mais afastado, terminou H. Solberg, autor de uma prova consistente sem grandes rasgos, mas também sem grande oposição por perto.
P. Sandell mostrou que mesmo em estreia no MINI WRC, este até é competitivo em pisos de neve… desde que bem pilotado, terminando em oitavo.
Numa etapa onde os dez primeiros mantiveram as posições, M. Prokop, que esteve a bom nível, foi nono e E. Brynildsen terminou em décimo.
Nos S2000, embora sem integrar o SWRC, o mais rápido foi Ogier que até à Pec 22 teve que lutar com o seu companheiro de equipa Mikkelsen, mas este, tal como os pilotos da Ford, sofreu um furo nessa especial e desceu duas posições terminando em 14º
Disso se aproveitaram PG Andersson, que conseguiu dar à Proton uma saborosa vitória no SWRC e T. Neuville que em estreia no DS3 WRC conseguiu terminar a prova em 13º, mostrando que, pelo menos na neve, ainda tem muito caminho para andar, mas Neuville, ao contrário de outros, tem uma vantagem importante, a idade!
Armindo Araújo, numa actuação, digamos, esperada, terminou em 15º, e depois de um segundo dia algo complicado, hoje teve um dia mais calmo, limitando-se a levar o MINI até ao final.
No SWRC, a seguir a PG Andersson, terminaram C. Breen, o jovem vencedor da WRC Academy e P. Tidemand, mas este ano esta categoria parece ter acompanhado o que já vinha acontecendo há alguns anos com o PWRC e estar nítidamente mais fraca.

José Bandeira - Motores Magazine in RallyMania

Rali difícil para Armindo Araújo

Armindo Araújo e Miguel Ramalho concluíram na décima quinta posição da geral a segunda prova do calendário 2012 do Campeonato do Mundo de Ralis. A correr pela primeira vez no Rali da Suécia aos comandos do MINI John Cooper Works WRC, a dupla do WRC TEAM MINI PORTUGAL sabia à partida que teria uma difícil tarefa pela frente e tudo fez para tentar contrariar os contratempos que, ao longo das três etapas, foram surgindo.
Na etapa de hoje e com os problemas de motor resolvidos, a dupla portuguesa cumprir todas as especiais com tranquilidade e a missão de chegar ao final foi inteiramente cumprida. “Hoje tivemos um dia calmo pois não era possível recuperar posições. Os problemas que tivemos ontem foram ultrapassados e tudo correu dentro do esperado”, começou por dizer o piloto de Santo Tirso.
Num rali com condições de aderência muito inconstantes e onde os pilotos nórdicos são sempre favoritos, Armindo Araújo teve ainda de se bater contra alguns problemas evidenciados pelo MINI JCW WRC que, na segunda etapa, o fez perder imenso tempo. “Foi uma prova muito difícil e sabíamos que terminar nos pontos seria uma tarefa muito complicada. Lutamos sempre por dar o máximo mas as condições de aderência mudavam constantemente e não evitamos alguns piões. A etapa de sábado foi claramente a menos positiva pois perdemos imenso tempo devido ao problema nos colectores de espace e posteriormente no turbo do MINI. Foi muito importante terminar a prova e nesse ponto cumprimos os objectivos”, disse no final da prova o piloto apoiado pela MINI, GALP e MCA.
Das treze provas do calendário 2012, Armindo Araújo não esconde que Suécia e Finlândia são claramente os ralis em que as expectativas não são as mais elevadas. “Quando iniciamos este projecto fizemo-lo com a consciência que existem provas onde teremos mais dificuldades e esta era uma delas. Vamos começar a preparar o Rali do México para arrancar na terceira prova do ano na máxima força. Estou muito satisfeito com a confiança que a MINI depositou em mim e quero conseguir em breve alcançar bons resultados”, acrescentou Armindo Araújo.
O Rali do México, na estrada entre os dias 8 e 11 de Março, é a próxima prova da dupla do WRC TEAM MINI PORTUGAL.

Foto: André Lavadinho